A Stella, impressora 3D da Boa Impressão 3D, é muito versátil e proporciona uma infinidade de possibilidades, que materializam as ideias dos Stelleiros. A área da saúde também foi contemplada na criatividade e na prestação de serviço social com a impressão 3D.

Barbara Artioli, 26 anos, mestre em Engenharia Biomédica, descobriu a Stella dentro do laboratório da Unifesp e criou sua própria startup, a Figment Face. O empreendimento utiliza a impressão 3D como método de produção de próteses faciais e novos simuladores cirúrgicos para treinamento médico.

O BLOG da Boa Impressão 3D bateu um papo com a Barbara, que explicou sobre como utiliza a Stella e como esta nova solução aumentou a acessibilidade às próteses faciais.

Você é a fundadora da Figment Face. De onde surgiu a ideia de fazer uma startup neste segmento?

A Figment Face nasceu da minha pesquisa de mestrado, que validou um método de produção de próteses auriculares para o mercado brasileiro.

No Brasil, como em muito outros países, as próteses faciais são produtos de difícil acesso – poucos centros públicos e particulares oferecem este serviço, concentrados principalmente na região Sul e Sudeste.

Ademais, os valores praticados são incompatíveis com a realidade econômica, e na rede pública a fila de espera pode chegar a 3 anos.

– Afinal, o que são as próteses simuladoras?

A Figment Face está iniciando pesquisas em simuladores cirúrgicos faciais, ou seja, peças anatômicas para serem utilizadas no treinamento de procedimentos cirúrgicos por residentes médicos.

Visamos iniciar a experiência destes profissionais em determinados processos para que os riscos sejam diminuídos quando ocorrer o primeiro contato com o paciente.

– Conte sobre o mercado de atuação. Qual público você atende?

São pessoas que por diversos motivos não tenham alguma estrutura anatômica facial, por exemplo, doenças congênitas, traumas, queimaduras, câncer ou quaisquer outras causas.

Atuamos também em conjunto com profissionais que atuam na reabilitação destes pacientes.

– E a Stella? Como teve contato pela primeira vez com o modelo?

Nós utilizamos a Stella para impressão dos moldes das próteses. Meu primeiro contato foi no grupo de Biomecânica e forense da UNIFESP, a Boa Impressão apoia doando material e impressoras.

Leia aqui a reportagem exclusiva sobre o projeto Mao 3D.

– Como a Stella ajudou no processo de criação da empresa?

No cálculo de custo do produto final, o valor de aquisição da impressora 3D tem grande influência. Desta forma, a Stella proporcionou a diminuição do custo mantendo a qualidade do produto final.

– E a modelagem é feita por você?

A modelagem foi desenvolvida na minha pesquisa de mestrado. Foi utilizado apenas programas open source ou free – aplicamos basicamente o Meshmixer da Autodesk.

– Qual dica você sugere para quem deseja atuar com impressão 3D com próteses faciais?

O primeiro passo para atuar nesta área é conhecer, além da modelagem 3D, como são adquiridos as estruturas anatômicas necessárias para aplicação. Basicamente, temos a fotogrametria, utilizada estruturas menos detalhadas, o escaneamento 3D e a reconstrução por imagens de diagnóstico.

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