Na noite da última quarta-feira (12) aconteceu um Happy Hour de mulheres interessadas em tecnologia, e, principalmente, impressão 3D. As participantes eram de diferentes áreas: odontologia, engenharia, finanças, design e moda, ou seja, a diversidade e a troca de experiências foi muito grande.

O evento aconteceu entre uma parceria da Boa Impressão 3D, o Mao3D e a Via Havok, escola de cursos e games. A finalidade do encontro foi promover a união dessas profissionais e incentivar que o Brasil faça parte da organização internacional Women in 3D Printing, que atua na inserção de mais mulheres na tecnologia da impressão 3D.

A anfitriã do evento foi a professora Elizete Kunkel, PhD em Biomecânica, fundadora do programa de extensão Mao3D na Universidade Federal de São Paulo. Conta sobre a importância do grupo Woman in 3D Printing para a impressão 3D no Brasil.

“Precisamos ir para a rua e vamos aprendendo como elas fizeram,” disse a professora.

O grupo liderado por Elizete na UNIFESP realiza a protetização e reabilitação de crianças e adultos com próteses impressas com impressora 3D e é uma das instituições que a Boa Impressão 3D auxilia em eventos beneficentes.

Além do happy hour, o evento contou com uma série de relatos das profissionais presentes e, entre elas, Vanessa Peixoto, cofundadora da Boa Impressão 3D, que contou a sua entrada no mercado da tecnologia.

“Eu trabalhava num escritório de contabilidade e decidimos fazer (Impressora 3D) Stellas. As 150 primeiras impressoras fui eu quem montei”, relata a empresária.

Mesmo sem ter especialização ou formação técnica, Vanessa encontrou na impressão 3D uma forma de empreendimento rentável e hoje atua em diversos segmentos da empresa: financeiro, contábil, além do lançamento dos novos produtos e melhorias nas impressoras.

Thabata Ganga, engenheira biomédica, trabalha com impressão 3D no segmento da saúde e indústria, contou sobre o preconceito que sofreu ainda quando era uma estudante universitária.

“Escutava piadinha de professor dizendo que a gente não tava fazendo trabalho de verdade, só baixando as coisas da internet e imprimindo em 3D. Se fosse um homem, duvido que ia falar a mesma coisa”, finaliza a engenheira.

Veja abaixo um vídeo com resumo do evento:

Junto com professora Elizete, a Boa Impressão 3D pretende criar mais eventos como este, que juntam ideias em prol da expansão da cultura da impressão 3D no Brasil. Aguarde novidades em nossas redes.

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