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Projeto Hígia: combate ao Covid-19

Projeto Hígia: combate ao Covid-19
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A covid-19 a princípio era só alguns casos isolados num continente muito distante. Em poucas semanas, a vida dos cidadãos dos quatro cantos do mundo mudaram por completo com a seguinte orientação: fiquem em casa!
Os dados são alarmantes e crescem dia após dia. O Brasil, que já enfrenta problemas sérios na saúde pública, tem pela frente um enorme desafio.

E, nos momentos mais difíceis, vemos iniciativas surgirem e mudarem o cenário. Uma delas chama-se Projeto Hígia, com um nome bem promissor: uma deusa grega que cuida da saúde, limpeza e sanidade.

Combate ao Covid-19: Projeto Hígia

Maria Elizete Kunkel, PhD em Biomecânica, docente e pesquisadora na Unifesp, além de coordenadora do Mao3D, encontrou junto com uma equipe de mais de 100 voluntários uma forma de contribuir com a não-propagação do vírus Covid-19.

Trata-se do Projeto Hígia. São protetores faciais, como um EPI, ou seja, um equipamento de proteção individual. O protetor não descarta o uso da máscara N-25, nem a touca. Entretanto, é um item essencial para os profissionais da saúde nos cuidados de um paciente infectado pela Covid-19.

É uma haste regulável impressa em 3D e uma folha de acetato tamanho A4 fixada por botões impressos ou elástico. “Um modelo simples, mas muito funcional”, conforme a postagem do grupo oficial no Facebook.

Há voluntários espalhados pelo país e a ideia é que todos os hospitais brasileiros recebam os protetores faciais. “Para se ter uma ideia, com um 1 kilo de PLA, ou seja, a matéria prima da impressão 3D, é possível imprimir até 25 protetores”, explica Elizete. Num caso concreto, já são 25 profissionais mais protegidos do contágio.

As ações já iniciaram. Os dois primeiros hospitais a receber os protetores faciais encontram-se em São Paulo, local com mais infectados atualmente. “Já estamos fazendo para os hospitais como o Hospital Municipal de São José dos Campos e o Hospital São Paulo”, conta a pesquisadora.

Esterilização do equipamento

O protetor facial deve ser esterilizado como qualquer equipamento em ambiente hospitalar. A haste impressa em 3D deve ser esterilizada como um óculos, por exemplo. Algum líquido químico que elimine as bactérias. Já o acetato deve ser trocado conforme a necessidade. É essencial que seja um material transparente, com uma espessura que não seja nem muito rígido, nem muito maleável. O médico ou o profissional da saúde devem fazer este procedimento antes do uso.

Registro do protetor facial

Não há autorização do dispositivo pela Anvisa, mas também não há tempo hábil para tal, entretanto, caso o profissional da saúde queira utilizá-lo, deve ser autorizada pela diretoria do hospital.

Como ser voluntario para o Projeto Hígia

Para fazer parte do grupo de voluntários do Projeto Hígia ou contribuir com alguma doação basta clicar neste link.

“Nós temos um sistema de controle de quem está imprimindo, para qual hospital, quantos já fez. Para isso nós temos um sistema e um cadastro”

, explica. O formulário encontra-se disponível aqui.

É importante lembrar que, ao imprimir o a haste, todos os cuidados com a higiene devem ser tomados para não contaminar a impressão. Evite contato direto com a peça, uso luvas e mascara durante toda a manipulação. O vírus pode sobreviver até 72 horas e uma superfície plastica como dos filamentos.

Para produzir os protetores faciais para doações siga estas instruções: Lave bem as mãos, limpe a área de trabalho, utilize o seu próprio protetor facial e faça a higiene das peças com alcool 70.

O que a Boa Impressão 3D diz

Para facilitar a impressão, montamos um artigo técnico com os parâmetros ideais para a impressão dos faceshields, veja aqui

Em nossa fábrica, montamos uma farm para a impressões, a projeção é de fabricar 100 hastes por dia e com ajuda da Perfekt Design, que esta cortando as folhas, sem custo.

Boa impressão 3D - trabalha com projeto Hígia

 

O novo Coronavírus já alterou a forma de vida e é considerada a pior epidemia da década. Nestes momentos constatamos o quanto a ciência e o desenvolvimento tecnológico são essenciais nestas situações. Hoje, a fábrica da Boa Impressão 3D funciona com o mínimo de pessoal e o restante está de home office. Portanto, os colaboradores e os fundadores da Boa Impressão 3D pedem: #fiquememcasa e protejam-se!

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